gestão de conflitos

Gestão de Conflitos em condomínios: das causas às soluções

A rotina de um condomínio não é tão fácil quanto possa parecer. Além de todos os processos relacionados à manutenção do espaço, controle de contas e procedimentos administrativos, é de responsabilidade do síndico intermediar a gestão de conflitos entre os moradores.

Há uma série de gatilhos que podem gerar desentendimentos. Esses vão desde animais de estimação até inadimplências ou barulhos excessivos. Cabe ao profissional controlar a situação de modo a acalmar os moradores, manter a harmonia e evitar problemas maiores.

Gestão de conflitos e seu conceito

A gestão de conflitos pode ser definida como a capacidade de administrar impasses entre duas partes. Normalmente, quando isso ocorre, são geradas situações negativas e até mesmo graves, caso não haja uma intermediação competente.

No caso dos condomínios, especificamente, é essencial que o síndico faça esse papel, garantindo o bem-estar dos moradores e mantendo um clima pacífico para a resoluções de problemas.

Principais causas dos conflitos em condomínio

Como dissemos há uma série de causas que podem desencadear desentendimentos entre condôminos. Entre os principais estão:

  • Excesso de barulhos;
  • Animais de estimação;
  • Vagas na garagem;
  • Atitudes e brincadeiras de crianças residentes no espaço;
  • Problemas hidráulicos nos apartamentos;
  • Tabagismo;
  • Alta inadimplência.

Além disso, podemos citar que determinadas atividades comerciais podem representar gatilhos para começar um conflito. Isso porque atualmente diversas pessoas têm adotado a prática de trabalho home office.

E, dependendo do tipo de prestação de serviço, pode significar uma circulação maior de pessoas estranhas pelas dependências do condomínio, aumentando o número de reclamações por parte dos condôminos.

Papel do síndico na gestão de conflitos

Como dissemos, cabe ao síndico a administração de todo o condomínio, incluindo a gestão de conflitos entre os moradores e as necessidade que possam surgir.  Nesse sentido, é essencial que esses profissionais tenham determinadas condutas para conseguirem realizar uma administração assertiva. Veja algumas delas a seguir:

Acessibilidade

Uma das maiores dificuldades que surgem mediante a resolução de um problema é a falta de comunicação, geralmente gerada pela ausência ou dificuldade em contatar o gestor condominial.

Essa é uma situação inadmissível quanto se trata de um condomínio. Afinal, o síndico é a ligação que os moradores possuem com a administração, tanto para resoluções de problemas quanto para os questionamentos que podem surgir.

Desse modo, é essencial que o profissional seja acessível, tanto pessoalmente quanto por canais de relacionamento, como telefone ou e-mails.

Ver os dois lados da moeda

Para uma resolução de conflitos, é importante que o síndico seja imparcial, ou seja, não tome partido, independente do morador ou a causa do impasse.

Além disso, é fundamental que o profissional escute os dois lados para entender os motivos dos desentendimentos e as contestações de ambas as partes.

Esse tipo de postura garante uma gestão mais efetiva e justa, além de contribuir com o respeito e um clima harmonioso entre os moradores.

Cuidar com fofocas

O administrador do condomínio deve ter em mente que, a partir do momento que se torna síndico, independentemente se faz parte do rol de moradores ou não, se torna responsável por todo um grupo de pessoas. Por isso, é essencial que fuja de situações que podem gerar conflitos entre os condôminos, como é o caso das fofocas.

Deixar as normas do condomínio claras para os moradores

Outra atitude importante por parte do síndico é deixar claro quais são as políticas, normas e condutas e serem seguidas por condôminos. Dessa forma, além de amenizar impasses que possam surgir, pode fazer a gestão de conflitos de forma mais rápida e justa quando se apresentar uma necessidade.

Gostou do nosso artigo sobre a administração de conflitos em condomínios? Conflitos, infelizmente, fazem parte do dia a dia da maioria dos condomínios e, quase sempre, o síndico precisa intervir. Saiba como restabelecer a paz!

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